quarta-feira, 9 de março de 2022

 Namastê buscadores!

A CURA ATRAVÉS DO AMOR
por Clara Codd

Este texto foi desenvolvido a partir de uma pesquisa médica intitulada A ciência descobre o verdadeiro amor, que corrobora relatos pessoais que me foram feitos por dois médicos famosos, um nos Estados Unidos e outro na Austrália. Citarei alguns trechos desses relatos.

"Psiquiatras concluíram que a grande maioria das doenças mentais é causada por desamor. Psicólogos infantis, rivalizando por causa da alimentação programada versus alimentação de demanda, ou espancamento versus não-espancamento, descobriram que nenhuma dessas coisas faz muita diferença, contanto que a criança seja amada."

"Sociólogos descobriram que o amor é a resposta para a delinquência; criminologistas descobriram que ele é a resposta para o crime. Médicos também descobriram que a promiscuidade sexual ocorre, na maioria das vezes, entre pessoas que foram privadas de amor". Este último trecho lembra tanto o psicólogo Jung quanto J. Krishnamurti, que afirmaram não haver problema sexual que não possa ser resolvido pelo amor.

Os médicos de Chicago também descobriram que a alta percentagem de mortalidade nos orfanatos diminui quando as crianças são cuidadas por mães adotivas afetuosas. Na verdade, o "amor de mãe" são as plumas que forram o ninho dos ser humano; uma criança que não é amada fica aleijada emocionalmente, e frequentemente fica até mesmo atrofiada em seu crescimento físico. Esta é uma descoberta tão importante que somos forçados a indagar o que é o verdadeiro amor.

O artigo prossegue: "Este não é o amor tão comumente retratado em filmes e histórias. É o amor que Jesus ensinava; o mais simples, porém o mais complexo atributo do homem. Igualmente, o mais incompreendido. Segundo o Dr. Abraham Stone, de Nova Iorque, 'o amor é o maior remédio, mas a maioria das pessoas, mesmo muitas daquelas que acham que são felizes no casamento, não sabem o que é o amor'." (...)

Segundo Krishnamurti: 

"Onde existe amor, o sexo não é problema. É a falta de amor que cria problemas. Quando você realmente ama alguém, você partilha com ele tudo que possui. Amar é ser casto. Somente o homem que ama é casto, puro e incorruptível. É somente para os poucos que amam que a vida de casado tem significado e é indissolúvel. O amor não é sensação nem pensamento. Quando o amor nascer você saberá como amar. Porque nós não sabemos como amar alguém; nosso amor pela humanidade é fictício. Quando você ama, não há um nem muitos, apenas o amor. Somente quando existir amor os nossos problemas poderão ser resolvidos, e conheceremos a bem-aventurança e a felicidade".

O "amor de mãe" não é necessariamente amor. H. P. Blavatsky diz que o amor comum de mãe não está em um plano elevado. O Dr. William Menniger afirmou: "A melhor coisa que os pais podem fazer é ensinar seus filhos a amar. Mas a única maneira de eles ensinarem a amar é pelo exemplo. As crianças devem receber amor, para que mais tarde possam doá-lo". Nós não amamos nossos filhos simplesmente protegendo-os e suprindo suas necessidades. Um animal também faz isso. A questão é: até que ponto ratificamos nossas crianças como pessoas? O quanto respeitamos sua individualidade? O quanto lhes ajudamos a crescer de maneira independente? Às vezes as crianças são tão sufocadas, tão arrumadas, tão cuidadas, que ficam sem qualquer iniciativa ou motivação, e tornam-se pessoas problemáticas. Isso acontece mais com filhos de pais ricos do que com famílias pobres, que têm outros problemas, mas onde, pelo menos, as crianças são desde cedo postas em contato com a vida.

Aprendendo a amar

Os médicos e psicólogos concordam em que o amor deve ser apreendido, Ele não surge "naturalmente", como se supõe, Krishnamurti diz: "Você não pode pensar a respeito do amor. Ele é um estado de ser." Talvez em toda a longa peregrinação da alma exista apenas uma lição a ser aprendida: como amar. Pode ser que a perda e a separação aconteçam para nos ensinar essa lição, O que é a agonia de perder um ser amado? Podemos dizer, sem crueldade, que é em grande parte a dor da perda de sua presença confortadora, e que não estamos pensando tanto nela quanto em nós.

Podemos encontrar ou descrever o verdadeiro amor? Um dos grandes exemplos que temos é o de Cristo. Nos últimos encontros com Seus discípulos, Ele disse: "Um novo mandamento vos ofereço: que amem uns aos outros como Eu vos amei." Santa Teresa de Lisieux meditou durante longo tempo sobre essas palavras, para aprender a amar as freiras suas irmãs assim como o Senhor amara Seus discípulos. Ela escreveu:

"Agora sei que a verdadeira caridade consiste em suportar todos os defeitos do próximo, sem me sentir surpreendida com os erros, mas sentindo-me edificada com suas menores virtudes."

São Paulo chamou esse amor verdadeiro de caridade, mas não a caridade superficial que consiste de esmolas, geralmente de pequeno custo para o doador. Caridade vem da palavra latina caro, querido. É a qualidade da pessoa para quem todas as coisas são queridas. São Paulo disse que, sem esse amor, todos os dons do espírito ou da personalidade não têm valor algum.

O amor pode esperar e acreditar para todo o sempre. Pode acreditar no amigo quando ele tiver perdido a própria fé em si mesmo. O amor não inveja. Se invejamos um amigo, não o amamos realmente; ainda existe em nós excesso de amor-próprio. Francis Bacon escreveu:

"Um amigo é alguém com quem nossas dores são divididas ao meio
 e as nossas alegrias são duplicadas."

O amor não se vangloria. O amor não é orgulho. É todo generosidade e humildade. Isento de egoísmo, o verdadeiro amor não pode ser outra coisa a não ser comedido e cortês. O amor é totalmente estável e fidedigno. Não é volúvel, não se altera quando encontra alteração. O verdadeiro amor é desinteressado.

O amor não é facilmente provocado; ele é lento para pensar no mal, rápido para perdoar. O amor não se regozija na iniquidade, e sim na verdade. A sinceridade é a marca do amor. O amor jamais tem motivos ocultos, duplos sentidos, aparência mentirosa. É completamente honesto e gentil.

O amor suporta todas as coisas, acredita em todas as coisas, tem esperança em todas as coisas, tolera todas as coisas. Suporta todas as coisas porque está convencido da justiça última. Acredita em todas as coisas com coragem e confiança infalíveis. Tem esperança em todas as coisas porque está consciente de que, no fim, o bem e a alegria devem vencer. Tolera todas as coisas com paciência divina. 'A tolerância é a suprema qualidade, e a paciência é toda a paixão dos grandes corações.'

O amor surge do conhecimento intuitivo da nossa eternidade, da nossa própria imortalidade. Uma das mais belas descrições do verdadeiro amor vem de uma escritura tibetana, e diz que há sete tipos de amor, três dos quais pertencem aos homens e quatro aos deuses. 

A primeira forma, e a mais inferior, é a mera atração magnética, como existe entre átomos e moléculas, planetas e sóis. Isso se exaure na união, assim como as polaridades negativa e positiva desaparecem ao se encontrarem. 


A segunda pode ser chamada de psíquica. Ela existe numa proporção de meio a meio: "eu te amarei se me amares, e lembra-te de que me deves algo por eu te amar". Isso já traz as sementes da sua própria morte. 


A terceira forma de amor é difícil para os homens; ela tem que ser aprendida. É amar o ente querido de tal maneira que se deseje apenas o seu mais elevado bem, e em seus próprios termos.

Por não querer transformar os outros, 
o amor os transforma. 

Um significado para a vida

Há muitos anos, na Austrália, encontrei um grande psiquiatra que era diretor de um asilo para doentes mentais. Uma menina, que foi sua paciente e a quem ele havia curado levou-me para ouvi-lo falar na igreja presbiteriana. Era um homem profundamente religioso, e realizava curas verdadeiramente maravilhosas por meio do amor e da oração. Ele conseguia os mais surpreendentes sucessos com pessoas supostamente incuráveis, especialmente os esquizofrênicos. A raiz do problema dessas pessoas, conforme ele afirmou, era o fato de elas terem se desligado de qualquer significado real para a vida; a cura consistia em restaurar isso com amor, paciência e oração.

Nos Estados Unidos, um médico amigo relatou-me a experiência de outro psiquiatra que tratou um grande número de pessoas supostamente incuráveis, internadas num sanatório ao longo de dez a vinte anos. Quase todos foram curados. O método era muito simples. Entre os pacientes estavam aqueles tão perdidos que permaneciam imóveis e aparentemente alheios à realidade durante horas. Durante horas o psiquiatra permanecia junto a eles, derramando toda a sua afeição e simpatia. Depois de um certo tempo, ele começava a perceber uma pequena resposta. Daí em diante, passo a passo, ele levava essas almas perdidas de volta à luz e à felicidade. O mesmo efeito foi obtido pelo grande Hahnemann, o descobridor da homeopatia, que curou um famoso general que enlouquecera.

Consta das escrituras hindus que a cura involuntária acontece na presença de um homem consciente de Deus. Eu mesma vi dois exemplos disso na pessoa de Krishnamurti. Segundo algumas tradições esotéricas, todo iniciado é um curandeiro inconsciente, pois irradia o tempo inteiro a vida e o amor de Deus.

O intenso amor humano também pode curar; o verdadeiro amor, não a vontade. O amor desinteressado, é redentor; é o verdadeiro significado da vida. Sem ele, todas as outras coisas perdem o valor.

“O amor vigia, e dormindo não dorme;
Quando fatigado, não está cansado;
Quando assustado, não está perturbado;
Quando sério, não está constrangido;
Mas como uma chama viva E uma tocha acesa
Ele sempre se eleva,
E com segurança passa através de tudo.
Quem quer que ame, conhece o apelo desta voz.”
(Thomas Kempis)

Revista Sophia – Editora Teosófica
Loja Teosófica Dharma

https://www.sociedadeteosofica.org.br/index.php/artigos/37-a-cura-atraves-do-amor-clara-

domingo, 6 de março de 2022

 Namastê buscadores!

“(...) um livro é muito importante, a ciência é muito importante, 

mas se se desprender do coração não vale nada”

por Músicas Instrumentais
Bach - Air on the G String | 1 HOUR Extended | 
Classical Music for Studying and Concentration Violin
*
Fernando Pessoa

Uma névoa de Outono o ar raro vela,

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.
Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.
Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]
5-11-1932
Poesias Inéditas (1930-1935). Fernando Pessoa. 
(Nota prévia de Jorge Nemésio.) Lisboa: Ática, 1955 (imp. 1990). 
 - 104.
 http://arquivopessoa.net/textos/3144

Om, shanti. Paz.

A comovente história por trás da foto desses dois irmãos, logo após os infames ataques atômicos de Nagasaki,

 em 1945

(...) Milhões de crianças foram forçadas a viver essas experiências durante a Segunda Guerra Mundial. Quando elas nos contam suas histórias, parecem irrelevantes devido à distância histórica, mas uma vez que o trauma devastador é transportado para um nível pessoal, tudo radicalmente muda. Talvez seja hora de entender realmente a magnitude da destruição.

Em 9 de agosto de 1945, os dois filhos que você mais ama acordam. O mais velho deles tem nove anos e o mais novo, apenas cinco. Eles viveram dias muito difíceis porque sua cidade foi bombardeada. Eles não sabem o que está acontecendo. Há alguns meses, a vida era tranquila e divertida, mas de uma hora pra outra, tudo ficou subitamente silencioso e escuro.

Fotos Nagasaki por Joe O’Donnell

Naquela manhã, o alerta de bombardeio dispara novamente. Outro ataque está chegando. Os dois irmãos correm para os braços de sua genitora, com medo de que não sintam mais nada. O medo os paralisou mais uma vez. As ruas estão cheias de gritos e frenesi.

Tudo se torna caos e desespero. Os minutos passam e o aviso de aviso de perigo é desligado. Tudo fica em silêncio por um momento. As pessoas param de correr e gritar. Os pequenos param de chorar pensando que tudo acabou. Que eles estão seguros novamente.

A calma é interrompida por um relâmpago feroz. Um segundo depois, a casa pega fogo, o ar se torna sufocante, como se o próprio inferno tivesse sido desencadeado na terra. O cenário que se desenrola é apocalítico após a bomba atômica nuclear cair sobre Nagasaki.

Não há palavras que descrevam o que aconteceu a seguir. As coisas mais horríveis do universo caíram nessa cidade, atingindo todas essas pessoas. Eles mereciam? Com certeza não. Eram pessoas comuns, que de maneira nenhuma mereciam vivenciar essa tragédia.

Meses após a explosão, o fotógrafo americano Joe O’Donnell viajou para Nagasaki com o objetivo de documentar e capturar as consequências da bomba atômica. De todo o material que ele fotografou, a imagem a seguir teve um grande impacto em todo o planeta.

Nagasaki a dilacerante mensagem do menino que carrega nas costas seu irmãozinho morto...

A criança que apareceu na foto correu para os braços de sua mãe minutos antes da detonação. Ele carregava o irmão mais novo nas costas. Mas seu irmão mais novo não sobreviveu a explosão, assim como toda a sua família e grande parte de sua comunidade.

“Vi um menino de cerca de dez anos andando. Ele estava carregando um bebê nas costas. Naqueles dias, no Japão, víamos crianças brincando com seus irmãos ou irmãs nas costas, mas esse menino era claramente diferente. Eu podia ver que ele havia chegado a esse lugar por um motivo sério. Ele não usava sapatos. Seu rosto estava tenso. A cabecinha estava inclinada para trás como se o bebê estivesse dormindo profundamente. O menino ficou lá por cinco ou dez minutos“, disse Joe O’Donnell.

Segundo O’Donnell, o garoto estava na frente de homens usando máscaras brancas, responsáveis ​​pela incineração de corpos sem vida. Ele ficou diante deles, com o corpo ereto, como uma demonstração clara de como o militarismo havia influenciado a vida civil.

Segundos depois que a foto foi tirada, o garoto entregou o corpo de seu irmão para que ele fosse jogado nas chamas, se despedindo da última coisa que ele tinha no mundo.

“Os homens de máscaras brancas foram até ele e silenciosamente começaram a tirar a corda que segurava o bebê. Foi quando vi que o bebê já estava morto. Os homens seguraram o corpo pelas mãos e pés e o colocaram no fogo.

O garoto ficou ali sem se mexer, observando as chamas. Ele mordia o lábio inferior com tanta força que brilhava com sangue. A chama ardia baixa como o sol se pondo. O garoto se virou e se afastou silenciosamente. Esta é a história por trás da fotografia que chocou o mundo. É mais uma, entre tantas imagens documentadas que deixam claro por que esse evento nunca deve se repetir em qualquer lugar do mundo“. disse Joe O’Donnell

Esta foto ratifica o clichê da imagem que diz mais que mil palavras. É uma cena de silêncio ensurdecedor que proclama, como só uma grande foto consegue proclamar, a tragédia da guerra estampada nos olhos apagados de um menino órfão de dez anos de idade.

Essa imagem não apenas captura a tristeza da guerra, mas também mostra que a guerra continua afetando suas vítimas, mesmo depois de ter terminado oficialmente.

A trágica história daquele menino atingiu O’Donnell profundamente. Em uma entrevista de 1995 para a emissora NHK, por ocasião do 50º aniversário do ataque norte-americano, Joe se desculpou perante o povo do Japão, especialmente às famílias das vítimas dos bombardeios:

“Eu quero lhes manifestar nesta noite a minha dor e amargura pela dor e pelo sofrimento provocados pelos cruéis e inúteis bombardeios atômicos das suas cidades. Nunca mais Pearl Harbor! Nunca mais Hiroshima! Nunca mais Nagasaki!“, disse O’Donnell.

Se você sentiu alguma semelhança com o famoso filme de animação japonês do Studio Ghibli, lançado em 1988, “Túmulo dos Vagalumes“, você não se enganou. No filme, um jovem garoto, junto com sua irmã mais nova, lutam para sobreviver no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, um retrato comum vivenciado por muitos órfãos durante esse período infame.

Fonte: culturacolectiva.com


https://giphy.com
*
"Quando há fraternidade, o amor é sereno;
Quando há solidariedade, o amor é ativo; 
E quando há caridade, o amor é vivo."
(Juahrez Alves)

sábado, 12 de fevereiro de 2022

Namastê buscadores!!!
Meditemos:

 “Desapego é envolvimento e intimidade
 com as coisas como são.”
por Ambient
Hazy - Eternal Space 
*
Reflexionando com Mooji:

"Todos os altos e baixos são graça em envoltórios diferentes, 
enviados para refinar a consciência. 
Diga graças a todos eles."

"Não seja rápido demais para interpretar o momento. Apenas fique quieto. Meu encorajamento sempre seria: Nunca pense que nada é contra você, tudo é bênção. Por que deveria ser diferente?
 Apenas fique quieto. Deixe tudo funcionar."

"Alguns seres andarão com você pela duração dessa existência corporal, até o final. Alguns virão com promessas brilhantes, luzes brilhantes, mas desaparecem rapidamente. Outros vêm, eles não parecem que vão muito longe, mas são corredores de maratona; Eles estão lá com você o tempo todo. Você não pode determinar isso ... De alguma forma no fluxo do seu próprio rio único, você verá que tudo é como deveria ser."

"Há um mistério dentro de todos os seres explodindo para se revelar, nos que se tornam silenciosos o suficiente para descobri-lo. Nesta descoberta, uma força benevolente brilha espontaneamente da sua presença para todos os seres, e essa luz não pode deixar de iluminar o mundo."

"A maior cura seria acordar do que não somos."

"O vazio que falo não é o vazio que a mente imagina. Não está em branco. Seu corpo pode continuar expressando de maneira natural. Inteligência está lá. Emoções podem vir. Tudo pode jogar, mas dentro há serenidade total e paz. Nenhum planejamento, sem estratégia, nenhuma identidade pessoal está lá.
 Apenas o espaço de ser puro. 
É o que somos, mas sonhamos e acreditamos que não somos."

"Não tente mudar o mundo. Primeiro, mude-se ou melhor, sua auto percepção, e você encontra o mundo correspondente automaticamente ao nível de sua compreensão. Você descobrirá que sempre foi você que colocou o ritmo e a profundidade da sua experiência reconhecendo e honrando sua verdadeira natureza."

"Quando você mora guiado pela intuição em vez de pensamento,
 sua vida dança como escrever na água, fresca e não rastreável."

"Vá além de tudo. Não colete nada. Um rei não precisa ir às compras em seu próprio reino. Nem ele implora. Lembre-se, você é a consciência pura da realidade interna. Tudo o que surge são aparências na consciência.
 Não se preocupe com tudo isso. Descansar apenas como a consciência. 
Este é o segredo."

"Quando você pode suportar seu próprio silêncio, você é livre."

(Mooji)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Om Shanti!!!

"Nos amorosos olhos Dele,
cada pensamento, palavra
e movimento seu é sempre -
sempre Belo."
(Hafiz)
ARMAND AMAR & LEVON MINASSIAN - Meditação ao Luar
*
"Siga os meus rastros na areia que levam
Além do pensamento e espaço.
Porque falar em milagres,
se você está destinado a se tornar
Amor Infinito?"
(Hafiz)
*
Meditemos:
"A verdade está em tudo,
Mas o Amor
É tudo."
(Sri Chinmoy)

domingo, 23 de janeiro de 2022

 Om Shanti buscadores!!!

Lado de dentro!

“Descubra que não há um céu mais perfeito

 do que o seu interior…”

(Satbodhi Lisboa)

Vangelis - Antarctic Echoes
*
"Uma calma e firme autodisciplina é a chave
 para transformar boas intenções em ações corretas."
(Carlos Cardoso Aveline)
Do texto "Ideias ao Longo do Caminho - 09",
publicado em www.CarlosCardosoAveline.com
*
"Se você toca algo com profunda consciência,
você toca tudo"
(Thich Nhat Han)
*
Para meditarmos! 
Vangelis costumava dizer: 
"Eu não posso falar com você o que é música.
 Eu sou música, todo mundo é música. 
Música é uma equação matemática. 
É a maneira que você percebe as coisas ou vê as coisas...
 Natureza e música em si são exatamente a mesma coisa, 
o Universo é música."

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

 Namastê buscadores!


"A cada um a sua Missão, 
A cada um o seu Trabalho. (...)
OLHAI E MARCHAI PARA FRENTE;
A Lei dos Mundos é a Lei do Progresso."
Do Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo
( Allan Kardec)

"As uvas devem ser esmagadas para produzir vinho.
Diamantes se formam sob pressão.
Sementes crescem na escuridão.
Sempre que você se sentir pressionado, esmagado ou no escuro,
você estará em um poderoso lugar de transformação. 
Honre esse momento e tire a melhor lição dele.
Ele é quem te tornará a sua melhor e mais forte versão."
(Autoria desconhecida)
monarca da vida GIF
"Eu não digo nada sobre o céu ou o inferno, punição ou recompensa.
 Eu simplesmente digo para você: 
Vá morrendo para o passado, de forma que não seja um fardo na sua cabeça. 
E não viva no futuro o qual ainda não é. Concentre toda sua energia no aqui agora. Despeje-se neste momento, com totalidade, com tanta intensidade quanto você possa lidar. E nesse momento você vai sentir a vida."
(Osho)
Namastê buscadores!

Reflexão por Dalai Lama:

"Sinto que há uma grande contradição. Existem sete bilhões de seres humanos e ninguém quer ter problemas ou sofrimento, mas existem muitos problemas e muito sofrimento, a maior parte da nossa própria criação. Por quê? Falta algo. Como um dos sete bilhões de seres humanos, acredito que todos têm a responsabilidade de desenvolver um mundo mais feliz. Precisamos, em última análise, de ter uma maior preocupação com o bem-estar dos outros. Em outras palavras, bondade ou compaixão, que agora falta. Temos de prestar mais atenção aos nossos valores interiores. Temos de olhar para dentro."

"Temos que reconhecer que vivemos num mundo interdependente. O que afeta os outros afeta a nós também. A mudança climática, por exemplo, não tem respeito pelas fronteiras nacionais. E, no entanto, não sentimos preocupação com os outros 7 bilhões de seres humanos, não pensamos neles como parte de uma família humana. Como superar essa negligência? Carinho, sentido de comunidade e sentido de preocupação com os outros não são um tipo de luxo. Eles são sobre a sobrevivência da humanidade. A derradeira fonte de felicidade está dentro de nós; a mente calma que nos deixa relaxados, melhora a nossa saúde e torna famílias e comunidades mais felizes."

"Precisamos de reforçar valores interiores como o contentamento, a paciência e a tolerância, bem como a compaixão pelos outros. Tendo em mente que são as expressões de afeto e não de dinheiro e poder que atraem amigos de verdade, a compaixão é a chave para garantir o nosso próprio bem-estar."

"Quando vemos fotos da terra a partir do espaço, não vemos fronteiras entre nós, apenas este planeta azul; um lugar onde a mudança climática nos afeta a todos, onde a economia global nos une a todos. No passado, o Tibete rodeado de montanhas acalentava o seu isolamento. Mas, tal isolamento está ultrapassado. Hoje, precisamos levar em conta o bem-estar de toda a humanidade e precisamos trabalhar para preservar a saúde do planeta."

"Infelizmente, muitas das coisas que minam nossa alegria e felicidade nós mesmos criamos. Muitas vezes vem das tendências negativas da mente ou da nossa incapacidade de apreciar e utilizar os recursos que existem dentro de nós. Sofrendo de um desastre natural que não podemos controlar, mas o sofrimento dos nossos desastres diários nós podemos. Nós criamos a maior parte do nosso sofrimento, por isso é lógico que também tenhamos a capacidade de criar mais alegria. Depende simplesmente das atitudes, das perspectivas e das reações que trazemos às situações e às nossas relações com outras pessoas. Quando se trata de felicidade pessoal, há muita coisa que nós, como indivíduos, podemos fazer."

"Considero que somos todos iguais aos seres humanos, mentalmente, emocionalmente e fisicamente. Para garantir um mundo mais pacífico e um ambiente mais saudável, por vezes apontamos o dedo a outros dizendo que devem fazer isto ou aquilo. Mas a mudança deve começar por nós como indivíduos. Se um indivíduo se tornar mais compassivo, isso influenciará outros e assim mudaremos o mundo."


sábado, 1 de janeiro de 2022

Om Shanti, buscadores!

Um Conto Sufi:

– A Imagem do Eu de Ouro

O nosso conto de hoje, remete à tradição Sufi. O sufismo é a corrente do misticismo islâmico em que os praticantes buscam a perfeita contemplação de Deus, através do ascetismo, de práticas ritualísticas e da vivência dos Valores de sua doutrina.  Sua grande busca é para aprender, entender e se conectar com Ele (Deus). Embora a presença do sufismo se dê esmagadoramente na corrente sunita, existe também entre os xiitas. Os sufis, termo dado aos adeptos, são conhecidos pelo seu ascetismo e pelo forte compromisso com os Mestres, que consideram ser o elo de ligação entre o discípulo e Maomé. Dentre seus propagadores de destaque, encontra-se o autor do livro de onde retiramos esse conto. Idries Shah, nascido na Índia britânica, foi considerado o porta-voz do sufismo no Ocidente. Para ele, essa tradição era anterior ao próprio Islã. É um meio de conexão com a Sabedoria eterna, que no contexto árabe se adaptou às nuances culturais e continuou seu caminho de religar o Homem com a fonte da Vida. Esse conceito é muito interessante, pois confere um ponto de União entre essa fascinante produção do mundo muçulmano e todas as outras escolas místicas, que a quase totalidade das grandes religiões Humanas possuem. É como se entre a Cabala Judaica, o Gnosticismo Cristão e o Sufismo operasse uma mesma lei. Uma força que guia os Homens para a compreensão desse Mistério da Causa Primeira do Universo, que chamamos de Deus. Se assim realmente o é, não podemos afirmar. Mas é reconfortante pensar que existe uma possibilidade de Unir esses três grupos irmãos, filhos do mesmo Pai Abraão, e com tantas histórias de brigas, separação e sofrimento. 

Mas, voltemos ao conto, que é nossa pérola de hoje. E o chamamos assim, por sua preciosidade em nos levar a reflexões muito profundas. Ousando aplicar a leitura de Idries Shah, ao termos contato com essa parábola, não há como não ser imediatamente remetido à frase bíblica, descrita pelo evangelista Mateus (6:21): “Onde está teu tesouro, aí está o teu coração”. E ousando um pouco mais, diríamos que a recíproca é verdadeira: Onde está seu coração, aí está seu tesouro. 

No conto denominado “A Imagem do Eu de Ouro”, conhecemos a história de Abdul Malik. Adjetivado como “o homem bom” da sua cidade, era conhecido por sua caridade com os menos favorecidos. Apesar de rico, seu coração e, portanto, seu tesouro, não estava em suas moedas. O que ele possuía de mais valioso? Uma capacidade de acessar a sua verdadeira Identidade, e recolher de lá uma Generosidade que se traduzia em verdadeiros atos heróicos. Em um desses atos, ele vende toda a sua fortuna e a distribui aos pobres, e assim passa a ver que a maior Felicidade é servir, é entregar-se por completo, e não apenas compartilhar os excedentes. É aí então, que o conto nos apresenta o fantástico encontro de Abdul com seu Eu verdadeiro. Uma curiosa figura Humana, na forma de um “dervixe”. Os dervixes são mestres sufis que fizeram voto de pobreza e ascetismo. Eles também possuem o mesmo tesouro de Abdul: a independência dos bens materiais. Dali em diante, todos os dias, como recompensa por sua Bondade, ele poderia golpear o dervixe, que se transformaria em ouro para o desfrute de Abdul. 

Na primeira aparição, nosso protagonista não estava só. Seu convidado Bay-Akil, ficou espantado com o maravilhoso fenômeno, mas os dervixes são conhecidos por suas façanhas milagrosas e ele logo se convenceu de que não estava louco. Ele recebeu parte do ouro dado por Abdul. Mas, por não possuir aquele mesmo tesouro interno do amigo, deixou-se dominar pela ganância. E o desfecho foi violento e catastrófico. Abdul tinha tudo o que precisava, sua Generosidade gerava a riqueza que era necessária para servir “aqueles a quem ele só podia ajudar materialmente”. Por outro lado, Bay-Akil não tinha aquilo que era necessário para viver ricamente: uma compreensão de que a Generosidade é uma Lei da Vida! 

Abra as janelas de sua casa e você verá que isso é uma verdade natural. O Sol sempre nos dá seus raios, sem pedir nada em troca. Esses raios são parte dele mesmo, fruto de uma intensa atividade interna que gera essa radiação tão poderosa e útil, verdadeira criadora de Vida. Ao alcançar a Terra, todas as formas de Vida aprendem a lição da Generosidade solar e a reproduzem. As plantas, por exemplo, geram oxigênio, frutos, sombras, folhas, caules e tudo oferecem incondicionalmente. Se pudéssemos identificar a Felicidade dos vegetais, descobriríamos que eles são felizes assim. Dessa forma, Abdul estava inteiramente vinculado a esse fluxo da Vida. Se é assim, então por que muitos de nós nadamos contra a corrente, como Bay-Akil, e achamos que a Felicidade está em gerar para acumular?  

A Vida, o maior tesouro que alguém pode receber, nos foi dada, nós não a compramos. Mas, como nos disse o grande poeta Fernando Pessoa, os Deuses vendem quando dão. Essa energia vital que recebemos não é uma doação sem finalidade.  Ela é um investimento que a Natureza fez em você. E como todo investimento, Ela espera algo em troca. Quando você se for, será que devolverá somente um monte de bens acumulados? Ou será que o investidor Divino, poderá recolher como fruto desse investimento mais Amor, mais Fraternidade, mais Felicidade, mais Vida?  

A nossa Vida atual é muitas vezes encarada como uma corrida desenfreada pelo conforto, pela segurança e pelo prazer. Então, é perfeitamente compreensível que pensemos que a riqueza material é um pré-requisito para a Felicidade. E se essa é a nossa realidade, faremos tudo para conquistar esse tipo de riqueza, afinal, como nos disse o filósofo Aristóteles, todos os Homens buscam a Felicidade. Porém, isso nos leva a fazer concessões ao longo da Vida. Abrimos mão de um pouco de nosso tempo e o trocamos por um salário. Depois vendemos nossos sonhos para manter uma posição profissional, ou dedicarmo-nos ao que dê mais dinheiro. E se a riqueza material que conquistamos com isso não puder comprar a esperada Felicidade, corremos o risco de abrir mão de nossos princípios, envolvendo-nos em negócios pouco honestos em troca de mais moedas.  

Mas, não são poucas as histórias daqueles que têm muita riqueza e pouca paz. Assim, como muitas são as histórias daqueles que dão muito e são felizes assim. O que diferencia um do outro? Uma frase do filósofo árabe Avicena resume bem. Ele disse: “O vinho é o amigo do moderado e o inimigo do beberrão”. Sêneca, grande filósofo estóico, disse o mesmo, um pouco mais diretamente: “A riqueza é escrava do sábio e mestre do tolo”. O que nos faz ter uma relação sadia com o dinheiro é não ficar dependente dele.  

Mas, não nos entenda mal. Essa reflexão não é uma ode à pobreza, ou um apelo para conversão ao ascetismo de nosso personagem central. Vivemos num mundo material. E de fato, a grande maioria de nós, não é tão livre quanto Abdul. Ainda sentimos a necessidade de possuir. Mas, se não podemos retirar as algemas do desejo material, que pelo menos não nos esqueçamos de quem somos nesse processo. A riqueza é uma ferramenta tão somente. Assim como todas as coisas materiais, ela não existe por si só, não é um fim em si mesma. Seu valor real, está no uso que fazemos dela. Se aplicamos em viagens, bens e prazeres, geramos Felicidade para nós mesmos, o que é muito agradável. Mas, se os investimentos  em fazer o Bem a tantos quanto possível, com prudência, se concretizar, perceberemos que algo mágico acontece. A riqueza se divide, mas a Felicidade se multiplica. 

E já que falamos de desejo e de riqueza, desejamos que você aprenda com Abdul, que a maior riqueza está dentro de você e não fora. Você pode fazer isso, se quiser, ouvindo a música “Amor pra Recomeçar”, de Frejat. Especialmente nessa parte: 

"Eu desejo que você ganhe dinheiro 

Pois é preciso viver também 

E que você diga a ele 

Pelo menos uma vez 

Quem é mesmo o dono de quem." 

Fonte: https://feedobem.com/artigos/resgatar/conto-sufi-a-imagem-do-eu-de-ouro/

domingo, 12 de dezembro de 2021

Om shanti, buscadores!

"Neste momento de puro silêncio...
Eu aprecio aquele que encantou minha alma
 por toda a eternidade...
Em eterna bem-aventurança no meu jardim
 do coração iluminado pela lua."
(Rumi)
"O amor desbasta o ego.
Enxuga excessos.
Delata as mínguas. 
Transforma as mágoas. 
Destrona arrogâncias e idealizações.
Desmancha certezas e tece oportunidades. 
Bagunça a autoimagem todinha,
 piedade zero, culpa nenhuma.
O amor percorre territórios devastados da alma...
Com a calma necessária para reflorestar um a um. 
Dissolve neblinas. 
Revela o sol. 
Destece máscaras. 
Reinaugura a humildade. 
Faz ventar. 
Faz chorar. 
Faz sorrir. 
Faz tempestade um monte de vezes...
Pra dizer também céu azul 
um monte de vezes depois."
(Ana Jácomo)
*
“O amor não é uma emoção, 
é a sua própria existência.” 
(Rumi)

Namastê buscadores!

Raios de sol
"No livro bíblico de Gênesis, no seu primeiro capítulo,
encontramos a descrição sintética da criação do homem: 
Façamos o homem à nossa imagem, 
conforme a nossa semelhança."

Nesse versículo está o atestado inconteste da grandeza de um Criador refletida na grandiosidade de Sua mais elaborada criação.
E toda vez que descobrimos a engenhosidade do ser humano, sua capacidade de inventividade, esse versículo nos retorna à mente."
...
"Conta-se que nas Ilhas Salomão, no Pacífico Sul, os nativos descobriram um jeito inteiramente diferente de derrubar árvores.
Se algum tronco é grosso demais para ser abatido com os seus machados, eles o derrubam no grito.
Isso mesmo, no grito. Lenhadores sobem na árvore toda manhã bem cedinho e se põem a gritar.
Repetem o ritual durante trinta dias. A árvore morre e cai por terra. Segundo eles, o método nunca falha e a explicação, também segundo os nativos, é que, gritando, eles matam o espírito da árvore.
Os civilizados logo pensam que se eles dispusessem de tecnologia moderna, poderiam simplesmente derrubar a árvore com máquinas poderosas, rapidamente e de forma mais eficiente.
Entretanto, a técnica desses nativos nos leva a pensar em como nós ainda utilizamos o grito em nossas vidas (...)
Tudo isso nos faz reflexionar. Se os nativos das Ilhas Salomão descobriram que as árvores são sensíveis aos gritos, que dizer dos seres humanos!"
***
"No trato pessoal, a fala desempenha papel importante.
A magia da voz é daquelas que não deve ser esquecida por todos os que se acham envolvidos nas lides humanas, escutando os diversos corações.
Por isso, utilizemos a palavra para construir, edificar, com o objetivo de fazer a vida brilhar.
Falemos com valor, falemos com amor, para que sejamos felizes e façamos os demais também felizes.
Não nos esqueçamos de que a gentileza e o respeito no trato pessoal também significam caridade."
***
"Pais e mães reflitamos no fato de que criamos nossos rebentos para a vivência do mundo, na sociedade.
Assim, ofertemos a eles a melhor estrutura, ensinando-os a cooperar no lar, para que aprendam amanhã a cooperar no mundo.
Pensemos nos tempos difíceis do mundo e preparemos nossos filhos para que os enfrentem com vigor."
***
"Deus semeia estrelas no Universo sem fim. Astros que nos encantam com seu brilho e sua grandeza.
O homem as reproduz, gravando-as na neve, com seus pés. Tudo medido, pensado, elaborado.
Quanto podemos, nós, simples seres humanos, quando desejamos criar o belo para este mundo.
Imaginemos quando todos resolvermos investir nossos esforços, nossa criatividade somente no bom e no belo.
Quantas maravilhas ainda mais extraordinárias haveremos de oferecer ao mundo, na arquitetura, na pintura, na escultura.
Focados na beleza, cada milímetro de terra, de areia, de pedra, de floresta ou deserto que olharmos, transformaremos em um oásis de criações minúsculas ou gigantescas.
Quando deixarmos de nos considerar competidores, quando decidirmos nos dar as mãos, unindo inteligências e criatividade, que mais haveremos de produzir?
Com certeza, tudo o que as mais extraordinárias ficções até hoje nos ofereceram se tornarão pequenas, porque, imagem e semelhança do Criador, demonstraremos o ilimitado das nossas potencialidades.
E tudo reside em nossa vontade, em nossa ação para colocar em prática o mais grandioso, fenomenal e inventivo produto de nossas capacidades unidas.
Hoje ainda, agora, enquanto os minutos se espreguiçam nas horas e as horas decidiram não fechar o dia."
***
"Não estamos sós. Há sempre uma alma querida que Deus coloca em nosso caminho para nos amar, para nos dizer que Ele não nos esqueceu.
Que Ele sabe das nossas lutas, do plano de progresso que estabelecemos na Espiritualidade, antes de nascer.
E que, para o concretizar em totalidade, necessitamos de uma mão que nos acaricie, um ombro que se nos ofereça como apoio nos dias de desânimo, braços que nos envolvam, uma voz que diga: 

Siga em frente! Estou contigo!
Raio de sol. Não é filha da nossa carne. 
Mas, alguém que Deus mandou para iluminar
 os nossos dias, tornar mais suave nossa jornada.
Todos temos esses anjos, vestidos de amigos, colegas, parentes.
Chegam de mansinho como quem nada quer.
Mas assinalam sua presença com uma aura
 de paz e tranquilidade.

Fragmentos para reflexões... 
Redação do Momento Espírita 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Namastê buscadores!
Dez lições valiosas para vida! 
de Sêneca

Primeira lição — 
"Não é que tenhamos um curto espaço de tempo, mas que desperdiçamos muito dele. A vida é longa o suficiente, e foi dada em medida suficientemente generosa para permitir a realização das maiores coisas, se a totalidade dela estiver bem investida. Mas quando é desperdiçada em luxo e descuido, quando é dedicada a um fim inútil, forçada, finalmente, pela necessidade final, percebemos que já passou antes que estivéssemos conscientes de que estava passando."

Segunda lição -
"O maior impedimento para viver é a expectativa,
 a qual tende para o amanhã e faz perder o momento presente."

Terceira lição -
"Pois o homem sábio considera a riqueza
 como escravo, o tolo como mestre."

Quarta lição -
"Se você realmente quer escapar das coisas que o assediam,
o que você precisa fazer não é estar em um lugar diferente, 
mas ser uma pessoa diferente."

Quinta lição -
"O silêncio é uma lição aprendida 
com os vários sofrimentos da vida." 

Sexta lição - 
"Existem mais coisas, Lucílio, susceptíveis de nos assustar do que existem de nos derrotar; sofremos mais na imaginação do que na realidade. Assim, algumas coisas nos atormentam mais do que deveriam; algumas nos atormentam antes do que deveriam; e algumas nos atormentam quando não deveriam nos atormentar."

Sétima lição -
"E na leitura de muitos livros há distração. 
Por conseguinte, uma vez que não é possível ler todos os livros que você pode possuir. É o suficiente possuir apenas tantos livros quanto você possa ler."

Oitava lição - 
"Que nada lhe seja permitido enquanto você estiver irado. 
Por que razão? 
Porque irá querer que tudo lhe seja permitido."

Nona lição -
"O homem vive preocupado em viver muito. 
Não em viver bem, mas na realidade o viver muito
não depende dele, mais o viver bem sim."

Décima lição - 
"Ninguém condenou a sabedoria à pobreza. O filósofo pode possuir ampla riqueza, mas não  possuirá riqueza que tenha sido arrancada de outro, ou que esteja manchada com o sangue de outra pessoa, ela deve ser obtida sem prejudicar qualquer homem e sem que ela tenha sido obtida por meios vis; deve ser honrosamente acessível e honrosamente gasta."
"Séneca", no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles

Séneca

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Lúcio Aneu Séneca ou Sêneca (4a.C.—Roma,65), foi um filósofo estoico e um dos mais célebres advogados, escritores e intelectuais do Império Romano.(...) Sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estoico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia europeia renascentista.

Sêneca foi simultaneamente dramaturgo de sucesso, uma das pessoas mais ricas de Roma, estadista famoso e conselheiro do imperador. Sêneca teve que negociar, persuadir e planejar seu caminho pela vida. Ao invés de filosofar da segurança da cátedra de uma universidade, ele teve que lidar constantemente com pessoas não cooperativas e poderosas e enfrentar o desastre, o exílio, a saúde frágil e a condenação à morte. Sêneca correu riscos e teve grandes feitos (...).

Em 41, foi acusado por Messalina, esposa do imperador Cláudio, de ter cometido adultério com Júlia Lívila, sobrinha do imperador. Como consequência, foi exilado para a Córsega. No exílio, em meio a grandes privações materiais, Séneca dedicou-se aos estudos e redigiu vários de seus principais tratados filosóficos. Entre eles, os três intitulados Consolationes ("Consolos"), em que expõe os ideais estoicos clássicos de renúncia aos bens materiais em busca da tranquilidade da alma mediante o conhecimento e a contemplação.

Por influência de Agripina, a Jovem, sobrinha do imperador e uma das mulheres com quem este se casou, Séneca retornou a Roma em 49. Agripina tornou-o preceptor de seu filho, o jovem Nero, e elevou-o a pretor em 50. Séneca contraiu matrimônio com Pompeia Paulina e organizou um poderoso grupo de amigos.

No ano 65, Séneca foi acusado de ter participado da conspiração de Pisão, na qual o assassinato de Nero teria sido planejado. Sem qualquer julgamento, foi obrigado a cometer o suicídio. Na presença dos seus amigos, cortou os pulsos com o ânimo sereno que defendia em sua filosofia. Tácito relatou a morte de Séneca e da mulher, que também cortou os pulsos. Nero, com medo da repercussão negativa dessa dupla morte, mandou que médicos a tratassem, e ela sobreviveu alguns anos a mais que o marido.

Contemporâneo de Jesus

Apesar de ter sido contemporâneo de Jesus Cristo, Séneca não fez quaisquer relatos significativos de fenómenos milagrosos que aparentemente anunciavam o advento de uma poderosa nova religião; entretanto, segundo Jerónimo ("De Viris Illustribus", xii), Séneca teria trocado correspondências com Paulo (apóstolo com cidadania romana, também conhecido por Saulo). Constata-se que os cristãos, por intermédio de Lúcio Aneu Séneca, assimilaram os princípios estoicos, utilizando, inclusive, as mesmas metáforas estoicas na Bíblia. Um facto tanto mais curioso é que Séneca, como filósofo, interessou-se por todos os fenómenos da natureza, resultando nas cartas intituladas posteriormente "Questões da natureza", como observou Edward Gibbon, historiador do iluminismo do século XVIII, perito na história do Império Romano e autor do livro História do Declínio e Queda do Império Romano.

A filosofia de Séneca

Séneca desenhado por Peter Paul Rubens

Sêneca ocupava-se da forma correta de viver a vida (ou seja, da ética), da física e da lógica. Via o sereno estoicismo como a maior virtude, o que lhe permitiu praticar a imperturbabilidade da alma, denominada ataraxia (termo utilizado a primeira vez por Demócrito em 400 a.C.) Juntamente com Marco Aurélio e Cícero, conta-se entre os mais importantes representantes da intelectualidade romana. 

Sêneca via, no cumprimento do dever, um serviço à humanidade. Procurava aplicar a sua filosofia à prática. Deste modo, apesar de ser rico, vivia modestamente: bebia apenas água, comia pouco, dormia sobre um colchão duro. Sêneca não viu nenhuma contradição entre a sua filosofia estoica e a sua riqueza material: dizia que o sábio não estava obrigado à pobreza, desde que o seu dinheiro tivesse sido ganho de forma honesta. No entanto, devia ser capaz de abdicar da riqueza.

Sêneca via-se como um sábio imperfeito: "Eu elogio a vida, não a que levo, mas aquela que sei dever ser vivida." Os afetos (como relutância, vontade, cobiça, receio) devem ser ultrapassados. O objetivo não é a perda de sentimentos, mas a superação dos afetos. Os bens podem ser adquiridos, à condição de não deixarmos que se estabeleça uma dependência deles.

O pensamento de Sêneca, especialmente suas críticas ao comportamento vulgar, permite que se conheça melhor a sociedade de Roma no século I d.C.

Para Sêneca, o destino é uma realidade. O homem pode apenas aceitá-lo ou rejeitá-lo. Se o aceitar de livre vontade, goza de liberdade. A morte é um dado natural. O suicídio não é categoricamente excluído por Sêneca.

Sêneca influenciaria profundamente o pensamento de João Calvino. O primeiro livro de Calvino foi um comentário ao De Clementia, de Sêneca.

Sua principal filosofia, o estoicismo, pode ser encarada como um sistema para prosperar em ambientes de alto estresse. Em seu núcleo, ensina como separar o que você pode controlar do que não pode e nos treina para se concentrar exclusivamente no primeiro. As cartas de Sêneca podem ser interpretadas como um guia prático para frugalidade e como contentar-se com o suficiente. A prática do estoicismo torna você menos emocionalmente reativo, mais consciente do presente e mais resiliente. À medida que você navega na vida, esse tipo de treinamento de força mental também facilita as decisões difíceis, seja desistir de um emprego, fundar uma empresa, convidar alguém para sair, terminar um relacionamento ou qualquer outra coisa.

A filosofia de Sêneca aborda a busca da felicidade, a preparação para a morte, as desilusões, a amizade e levanta uma das principais questões humanas: como conjugar qualidade de vida e tempo escasso. Leitores do século XXI serão surpreendidos por lições como: "A duração de minha vida não depende de mim. O que depende é que não percorra de forma pouco nobre as fases dessa vida; devo governá-la, e não por ela ser levado"; "Pobre não é o homem que tem pouco, mas o homem que anseia por mais. Qual é o limite adequado para a riqueza? É, primeiro, ter o que é necessário, e, segundo, ter o que é suficiente". Ou ainda: "Não deixemos nada para mais tarde. Acertemos nossas contas com a vida dia após dia.".


Referências:

https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9neca