segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Shalom!

“Ó Dia eterno da Terra e do Céu,
na quietude da noite rompemos o silêncio.
Supremo Criador, derramai vossos olhos sobre nós,
e que a luz da Tua graça nos envolva neste cântico sagrado.”
por BachnerTrpt
Faure - Op. 11 - Cantique de Jean Racine

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Om, shanti.

“Se você quiser encontrar os segredos do universo, 
pense em termos de energia, 
frequência e vibração.”
(Nikola Tesla)
por Julay
30min Loop of Bach's "Air on the G String" (A=432Hz)




sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Namastê buscadores!

O Evangelho Segundo o Espiritismo

por Allan Kardec 

 Tradução de José Herculano Pires


Cap. 20 – TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

Trabalhadores da Última Hora

                1 – O Reino dos Céus é semelhante a um homem pai de família, que ao romper da manhã saiu a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E feito com os trabalhadores o ajuste de um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha. E tendo saído junto da terceira hora, viu estarem outros na praça, ociosos. E disse-lhes: Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. Saiu porém outra vez, junto da hora sexta, e junto da hora nona, e fez o mesmo. E junto da undécima hora tornando a sair, e achou outros que lá estavam, e disse: por que estais vós aqui todo dia, ociosos? Responderam-lhes eles: Porque ninguém nos assalariou. Ele lhes disse: Ide vós também para a minha vinha. Porém, lá no fim da tarde, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores e paga-lhes o jornal, começando pelos últimos e acabando nos primeiros. Tendo chegado, pois, os que foram junto da hora undécima, recebeu cada um seu dinheiro. E chegando também os que tinham ido primeiro, julgaram que haviam de receber mais; porém, também estes não receberam mais do que um dinheiro cada um. E ao recebê-lo, murmuravam contra o pai de família, dizendo: Estes que vieram por último não trabalharam senão uma hora, e tu os igualaste conosco, que aturamos o peso do dia e da calma. Porém ele, respondendo a um deles, lhe disse: Amigo, eu não te faço agravo; não convieste tu comigo num dinheiro? Toma o que te pertence, e vai-te, que eu de mim quero dar, também a este último, tanto quanto a ti. Visto isso, não me é lícito fazer o que quero? Acaso o teu olho é mau, porque eu sou bom? Assim, serão últimos os primeiros, e primeiros os últimos, porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos. (Mateus, XX: 1-16. Ver cap. XVIII, “Parábola da Festa de Núpcias”.)

CONSTANTINO
Espírito Protetor, Bordeaux, 1863
            2 – O trabalhador da última hora tem direito ao salário. Mas, para isso, é necessário que se tenha conservado com boa-vontade à disposição do Senhor que o devia empregar, e que o atraso não seja fruto da sua preguiça ou da sua má vontade. Tem direito ao salário, porque, desde o alvorecer, esperava impacientemente aquele que, por fim, o chamaria ao labor. Era trabalhador, e apenas lhe faltava o que fazer.
            Se tivesse, entretanto, recusado o trabalho a qualquer hora do dia; se tivesse dito: “Tenham paciência; gosto de descansar. Quando soar a última hora, pensarei no salário do dia. Que me importa esse patrão que não conheço e não estimo? Quanto mais tarde, melhor!” Nesse caso, meus amigos, não receberia o salário do trabalho, mas o da preguiça.
            Que dizer, então, daquele que, em vez de simplesmente esperar, tivesse empregado as suas horas de trabalho para cometer estrepolias? Que tivesse blasfemado contra Deus, vertido o sangue de seus semelhantes, perturbado as famílias, arruinado homens de boa-fé, abusado da inocência? Que tivesse, enfim, se lançado a todas as ignomínias da humanidade? O que será dele? Será suficiente dizer, à última hora: “Senhor usei mal o meu tempo; empregai-me até o fim do dia, para que eu faça um pouco, um pouquinho que seja da minha tarefa, e pagai-me o salário do trabalhador de boa-vontade!”? Não, não! Porque o Senhor lhe dirá: “Não tenho agora nenhum trabalho para ti. Esperdiçaste o teu tempo, esqueceste o que havias aprendido, não sabes mais trabalhar na minha vinha. Cuida, pois, de aprender de novo, e quando te sentires mais bem disposto, vem procurar-me e te franquearei as minhas terras, onde poderás trabalhar a qualquer hora do dia”.
            Bons espíritas, meus bem-amados, todos vós sois trabalhadores da última hora. Bem orgulhoso seria o que dissesse. “Comecei o trabalho de madrugada e só o terminarei ao escurecer”. Todos vieram quando chamados, uns mais cedo, outros mais tarde, para a encarnação cujos grilhões carregais. Mas há quantos e quantos séculos o Senhor vos chamava para a sua vinha, sem que aceitásseis o convite? Eis chegado, agora, o momento de receber o salário. Empregai bem esta hora que vos resta. Não vos esqueçais de que a vossa existência, por mais longa que vos pareça, não é mais do que um momento muito breve na imensidade dos tempos que constituem para vós a eternidade.
 *
HENRI EINE
Paris, 1863
            3 – Jesus amava a simplicidade dos símbolos. Na sua vigorosa expressão, os trabalhadores da primeira hora são os Profetas, Moisés, e todos os iniciadores que marcaram as diversas etapas do progresso, continuadas através dos séculos pelos Apóstolos, os Mártires, os Pais da Igreja, os Sábios, os Filósofos, e, por fim, os Espíritas. Estes, que vieram por último, foram entretanto anunciados e preditos desde o advento do Messias. Receberão, pois, a mesma recompensa. Que digo? Receberão uma recompensa maior. Últimos a chegar, os Espíritas aproveitam o trabalho intelectual dos seus antecessores, porque o homem deve herdar do homem, e porque os trabalhos e seus resultados são coletivos: Deus abençoa a solidariedade.
            Muitos dos antigos revivem hoje, ou  reviverão amanhã, para acabar a obra que haviam começado. Mais de um patriarca, mais de um profeta, mais de um discípulo do Cristo, e de um divulgador da fé cristã se encontram, entre vós. Ressurgem mais esclarecidos, mais adiantados, e já não trabalham mais nos fundamentos, mas na cúpula do edifício. Seu salário será, portanto, proporcional ao mérito da obra.
            A reencarnação, esse belo dogma, eterniza e precisa a filiação espiritual. O Espírito, chamado a prestar contas do seu mandato terreno, compreende a continuidade da tarefa interrompida, mas sempre retomada. Vê e sente que apanhou no ar o pensamento de seus antecessores. Reinicia a luta, amadurecido pela experiência, para ainda mais avançar. E todos, trabalhadores da primeira e da última hora, de olhos bem abertos sobre a profundidade da Justiça de Deus, não mais se queixam, mas se põem a adorá-lo.
            Este é um dos verdadeiros sentidos dessa parábola, que encerra, como todas as que Jesus dirigiu ao povo, as linhas do futuro, e também, através de suas formas e imagens, a revelação dessa magnífica unidade que harmoniza todas as coisas no universo, dessa solidariedade que liga todos os seres atuais ao passado e ao futuro.

ERASTO
Paris, 1863
            4 – Não percebeis desde já a formação da tempestade que deve assolar o Velho Mundo, e reduzir a nada a soma das iniqüidades terrenas? Ah, bendizei o Senhor, vós que tendes fé na sua soberana justiça, e que, novos apóstolos da crença revelada pelas vozes proféticas superiores, ides pregar o dogma novo da reencarnação e da elevação dos Espíritos, segundo o bom ou mau desempenho de suas missões e a maneira porque suportaram as suas provas terrenas. Deixai de temores! As línguas de fogo estão sobre as vossas cabeças. Oh, verdadeiros adeptos do Espiritismo: vós sois os eleitos de Deus! Ide e pregai a palavra divina. É chegada a hora em que devem sacrificar os vossos hábitos, os vossos trabalhos, as vossas futilidades, à sua propagação. Ide e pregai: os Espíritos elevados estão convosco. Falareis, certamente, a pessoas que não quererão escutar a palavra de Deus, porque essa palavra os convida incessantemente ao sacrifício.
            Pregareis o desinteresse aos avarentos, a abstinência aos dissolutos, a mansidão aos tiranos domésticos e aos déspotas: palavras perdidas, bem sabem, mas que importa! É necessário regar com o vosso suor o terreno em que deveis semear, porque ele não frutificará, não produzirá, senão sob os esforços incessantes da enxada e da charrua evangélicas. Ide e pregai!
            Sim, vós todos, homens de boa-fé, que tendes consciência de vossa inferioridade, ao contemplar no infinito os mundos espaciais, parti em cruzada contra a injustiça e a iniqüidade. Ide e aniquilai o culto do bezerro de ouro, que dia a dia mais se expande. Ide, que Deus vos conduz! Homens simples e ignorantes, vossas línguas se soltarão, e falareis como nenhum orador sabe falar. Ide e pregai, que as populações atentas receberão com alegria as vossas palavras de consolação, de fraternidade, de esperança e de paz.
            Que importam as ciladas que armarem no vosso caminho? Somente os lobos caem nas armadilhas de lobos, pois o pastor saberá defender as suas ovelhas contra os carrascos imoladores.
            Ide, homens que sois grandes perante Deus, e que, mais felizes do que Tomé, credes sem querer ver e aceitais os fatos da mediunidade, mesmo quando nada conseguistes obter por vós mesmos. Ide: o Espírito de Deus vos guia!
            Marcha, pois, para frente, grandiosa falange da fé! E os pesados batalhões dos incrédulos se desvanecerão diante de ti, como as névoas da manhã aos primeiros raios de Sol.
            A fé é a virtude que transporta montanhas, disse Jesus. Mas, ainda mais pesadas que as maiores montanhas, são as jazidas da impureza e de todos os vícios da impureza, no coração humano. Parti, pois, cheios de coragem, para remover essas montanhas de iniqüidades que as gerações futuras não devem conhecer, senão como pertencentes à idade das lendas, da mesma maneira como só imperfeitamente conheceis os períodos anteriores à civilização pagã.
            Sim, as revoluções morais e filosóficas vão eclodir em todos os pontos do globo. Aproxima-se a hora em que a luz divina brilhará sobre os dois mundos.
            Ide, pois, levando a palavra divina aos grandes, que a desdenharão; aos sábios, que desejarão prová-la; e aos simples e pequeninos, que a aceitarão, pois principalmente entre os mártires do trabalho, nesta expiação terrena, encontrareis entusiasmo e fé. Ide, que estes receberão jubilosos, agradecendo e louvando a Deus, a consolação divina que lhes oferecerdes; e, baixando a fronte, renderão graças pelas aflições que a Terra lhes reservou.
            Arme-se de decisão e coragem a vossa falange! Mãos à obra! O arado está pronto, a terra preparada: arai!          
            Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que vos concedeu. Mas, cuidado, que entre os chamados para o Espiritismo, muitos se desviaram da senda! Atentai, pois, no vosso caminho, e buscai a verdade.
            Perguntareis, então: Se entre os chamados para o Espiritismo, muitos se transviaram, como reconhecer os que se acham no bom caminho?
            Responderemos: Podeis reconhecê-los pelos ensinos e a prática dos verdadeiros princípios da caridade; pela consolação que distribuírem aos aflitos; pelo amor que dedicarem ao próximo; pela sua abnegação e o seu altruísmo. Podeis reconhecê-los, finalmente, pela vitória dos seus princípios, porque Deus quer que a sua lei triunfe, e os que a seguem são os escolhidos, que vencerão. Os que, porém, falseiam o espírito dessa lei, para satisfazerem sua vaidade e sua ambição, esses serão destruídos.

ESPÍRITO DE VERDADE
Paris, 1862
            5 – Chegastes no tempo em que se cumprirão as profecias referentes à transformação da Humanidade. Felizes serão os que tiverem trabalhado o campo do Senhor com desinteresse, e movidos apenas pela caridade! Suas jornadas de trabalho serão pagas ao cêntuplo do que tenham esperado. Felizes serão os que houverem dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos, e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, na sua vinda, encontre a obra acabada”, porque a esses o Senhor dirá: Vinde a mim, vós que sois os bons servidores, vós que soubestes calar os vossos melindres e as vossas discórdias, para que a obra não sofresse!” .
            Mas infelizes os que, por suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, porque a tempestade chegará e eles serão levados no turbilhão! Nessa hora clamarão: “Graça! Graça!” Mas o Senhor lhes dirá: “Por que pedis graça, se não tivestes piedade de vossos irmãos, se vos recusastes a lhes estender as mãos, e se esmagastes o fraco em vez de o socorrer? Por que pedis graça, se procurastes a recompensa nos prazeres da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebeste a vossa recompensa, de acordo com a vossa vontade. Nada mais tendes a pedir. As recompensas celestes são para aqueles que não houverem pedido recompensas da Terra”.
            Deus faz, neste momento, a enumeração dos seus servidores fiéis. E já marcou pelo seu dedo os que só têm a aparência do devotamento, para que não usurpem o salário dos servidores corajosos. Porque é a esses, que não recuaram diante de sua tarefa, que vai confiar os postos mais difíceis, na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. E estas palavras se cumprirão: “Os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros no Reino dos Céus!”.
Fonte: https://evangelhoespirita.wordpress.com/capitulos-1-a-27/cap-20-trabalhadores-da-ultima-hora/instrucoes-dos-espiritos/

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Om, shanti.

A Luz Subjacente do Ser

Fonte silenciosa do Real,
Presença sem forma que sustenta o ser,
tece em nós, além do pensamento,
a lembrança do Uno que sempre é.

Derrama-se, sem ruído, Tua claridade interior,
não como chama que fere, mas como percepção que desperta;
e no íntimo do espírito, dissolve-se a sombra
na quietude de uma consciência desperta.

Leva-nos, suavemente, dos véus da ilusão,
onde a esperança se oculta em formas transitórias;
e aquece o coração não com fogo, mas com compreensão,
como uma luz que não incide, apenas revela.

Que a alegria não seja emoção, mas estado do ser,
um reflexo sereno da Vida Una em tudo;
e que cada movimento interno se torne escuta
do ritmo oculto que ordena o mundo.

Renova, em nós, a percepção do eterno presente,
onde nada nasce ou perece verdadeiramente;
e faz com que a existência se reconheça
como expressão de uma Harmonia maior.

E assim, em quietude crescente,
o humano se inclina ao que sempre foi:
não separado, não perdido, não exilado,
mas parte consciente da Luz Una que tudo inclui.

domingo, 9 de setembro de 2018

Shalom!
O Vaso Oculto

Preservam-se vidas
no silêncio das operações invisíveis.
Não por súbito milagre,
mas pela adição paciente das essências
crescentes, ordenadas, luminosas.

No vaso oculto da existência,
o princípio ativo da Vida
destila-se como fogo líquido
que percorre as veias do espírito.

Ali, no interior do ser,
o invisível trabalha.

Pois a verdadeira espiritualidade
não se anuncia em voz alta:
ela transmuta.

Nas profundezas do inconsciente coletivo
jazem tesouros antigos,
arquivos vivos da memória universal.

Quando o espírito desperta,
essas riquezas ascendem
como águas subterrâneas
que encontram a fenda da rocha.

E então se exteriorizam
em gotas puras de consciência,
pequenas, silenciosas, fecundas.

Assim, sem alarde,
preservam-se vidas.

Valores são selos antigos
gravados nas portas da alma.

Quem os reconhece
abre o caminho da comunhão espiritual
e reativa correntes sutis
que circulam entre céu e terra.

Essas correntes fertilizam os campos invisíveis,
edificam os solos do mundo interior
e sustentam o crescimento das eras.

Nelas germinam as sementes do tempo,
dando fruto às mudanças cíclicas da natureza
como etapas sucessivas
da Obra secreta da criação.

Então as inspirações se revelam
como símbolos a serem decifrados.

Pois existe uma justiça
que não depende do julgamento humano:
a equação perfeita das leis divinas.

Ela opera no exato compasso
do movimento cósmico.

E nesse grande ritmo,
onde tudo nasce, morre e renasce,
o complexo retorna ao simples
como a matéria retorna ao princípio.

Assim o iniciado compreende:
que preservar a vida
é participar conscientemente
do equilíbrio da Grande Obra.

E que cada gesto de luz
por menor que pareça
é uma centelha acrescentada
à eterna alquimia do universo.

por frederick292

WATER BALLET - Peter Kater

*

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Om, shanti.
por Annemieke van Leeuwen
Beautiful Nature Around The World
Music by Vangelis - Conquest of Paradise
***
Ecos do Despertar

A vida anuncia, todos os dias, silenciosas alegrias
e sutis presságios de renovação.
Cabe ao coração desperto reconhecê-los
na simplicidade luminosa dos instantes.

A vida também revela, a cada amanhecer,
novos desafios e travessias interiores.
E é na coragem serena da alma
que encontramos forças para desbravar o desconhecido.

A existência é um convite sagrado e constante
à realização do futuro que intuimos no espírito.
Mas para acolher o novo,
é preciso libertar-se das sombras do passado,
preservando no presente apenas os afetos verdadeiros
e os aprendizados que expandem a consciência.

Viver plenamente o agora
é harmonizar-se com o ritmo eterno da vida,
onde cada experiência se transforma
em instrumento de evolução interior.

Que o coração permaneça resiliente,
ancorado na verdade silenciosa da própria existência,
pois a alma que compreende a vida
descobre que tudo é caminho, revelação e despertar.


quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Om, shanti.
Resultado de imagem para foto mulher com flores
por
Refletindo, agindo, mudando.


"O mundo inteiro está cheio de pessoas:
Há pessoas caladas que precisam de alguém para conversar.
Há pessoas tristes que precisam de alguém que as conforte.
Há pessoas tímidas que precisam de alguém que as ajude vencer a timidez.
Há pessoas sozinhas que precisam de alguém para brincar.
Há pessoas com medo que precisam de alguém para lhes dar a mão.
Há pessoas fortes que precisam de alguém 
que as faça pensar na melhor maneira de usarem a sua força.
Há pessoas habilidosas que precisam de alguém 
para ajudar a descobrir a melhor maneira de usarem a sua habilidade.
Há pessoas que pensam que não sabem fazer nada e precisam de alguém 
que as ajude a descobrir o quanto são capazes de fazer.
Há pessoas apressadas que precisam de alguém 
para lhes mostrar tudo o que não têm tempo para ver.
Há pessoas impulsivas que precisam de alguém 
que as ajude a não magoar os outros.
Há pessoas que se sentem de fora e precisam de alguém
 que lhes mostre o caminho de entrada.
Há pessoas que dizem que não servem para nada e precisam de alguém 
que as ajude a descobrir como são importantes.
Há sempre pessoas que precisam de alguém."

(Leif Kristiansson)
Shalom!
por Peter Kater
Peter Kater & R. Carlos Nakai - Themes from EARTH & SURRENDER
***
"Ricos ou pobres, cultos ou incultos. 
O amor é o alimento da alma.
Você já notou quanto amor tem recebido? 
A própria alimentação que lhe chega à mesa não é um ato de amor?
O amor liga você aos outros. 
Alimenta a sua alegria.
 Dá sentido à sua existência.
Expanda o amor. 
Negá-lo é como deixar de dar a roupa protetora a quem tirita de frio. 
Não o retenha para si.
Ame com força. 
Você está a caminho da felicidade.
O amor é a energia de Deus atuando em nós,
 para nós e entre nós."

(Site Gotas de Paz)

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Namastê buscadores!

"Há corpos celestes e há corpos terrestres. São, porém, diversos o brilho dos terrestres. Um é o brilho do sol, outro o brilho da lua, e o outro das estrelas. E de até de estrela para estrela há diferença de brilho."
(I Coríntios, 15:40 e 41)
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"Nesta passagem, o grande apóstolo do Cristianismo nascente refere-se ao perispírito, que ele denomina de corpo celeste.
O perispírito é um corpo organizado, uma espécie de modelo energético, um molde fundamental para o organismo humano. Ele é um centro de forças que aglutina e dá consistência à vestimenta carnal, mantendo-a em pleno funcionamento. Podemos assim dizer que o corpo material é a condensação do corpo astral. É considerado o mediador plástico entre o Espírito e o corpo físico.
Organismo sutil, com extremo poder de plasticidade, modifica-se sob o comando do pensamento e da vontade. Impulsos, sentimentos, emoções, traumas, repressões nele se expressam com fidelidade, por sua vez, ele se altera gradativamente, de acordo com a ação vibratória das criaturas." 
(Trechos extraídos do Livro: A Imensidão dos Sentidos 'Capacidade Ignorada' - Francisco do Espírito Santo Neto ditado por Hammed)
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domingo, 26 de agosto de 2018

Om, shanti.
por Peter Kater
Peter Kater - Heart Chakra - Light Body CD
*

Paz além da matéria


Em meio à imaginação de uma criança,

nasce o bem que a todos alcança.


Em meio aos sorrisos da alma,

desperta uma amorosa calma.


Em meio à beleza das flores,

brota a alegria espontânea.


Em meio à pureza do beija-flor,

descem bênçãos para a vida nova.


Em meio ao espírito vivo da dança,

ergue-se leve a alma humana.


Em meio às vibrações musicais,

expande-se a paz além da matéria.


segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Om, shanti.


"Sabemos que a CARÊNCIA, em geral - e a afetiva em particular - é um mal comum em nossos tempos. E que está na raiz de muitos outros males que acometem o ser humano."
por NOVA ACRÓPOLE - Escola de Filosofia Internacional

"Para combatê-la e vencê-la, é necessário compreendê-la!
NOVA ACRÓPOLE oferece uma reflexão filosófica aprofundada sobre o tema - que busca clarificar as causas da Carência afetiva, suas consequências e seus antídotos - conduzida pela professora e voluntária LÚCIA HELENA GALVÃO."


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Shalom!

O Banquete

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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O Banquete, também conhecido como Simpósio (em grego antigo: Συμπόσιον, transl. Sympósion) é um diálogo platônico escrito por volta de 380 a.C.. Constitui-se basicamente de uma série de discursos sobre a natureza e as qualidades do amor (eros). O Banqueteé, juntamente com o Fedro, um dos dois diálogos de Platão em que o tema principal é o amor. A interpretação de Leo Strauss e de Stanley Rosen destaca o aspecto tragicômico deste diálogo, que é, na verdade, a resposta de Platão às acusações da Cidade contra a filosofia.

Temática

Tò sumpósion, em grego, é em geral traduzido como O Banquete, mas, no sentido atual, equivaleria a uma festa mundana, em que quase sempre se bebe mais do que se come. Trata-se, pois, de um festim na casa de Agatão, poeta trágico ateniense. Sócrates é o mais importante dentre os homens presentes. Entre outros, também ali estão Aristodemo, amigo e discípulo de Sócrates; Fedro, o jovem retórico; Pausânias, amante de Agatão; o médico Erixamaque; Aristófanes, comediante que ridicularizava Sócrates, e o político Alcibíades.

Questões relativas à obra

O exagero cometido na festa do dia anterior, sobretudo o excesso de bebida, fatigara os convidados de Agatão. Pausânias propõe, então, que, em lugar de beber, ficassem ali a conversar, a discutir ou que cada um fizesse algo "diferente". A proposta de Pausânias é aceita por todos. Eriximaco sugere que fossem feitos elogios a Eros: os convidados deveriam fazer discursos para louvar o amor. Sócrates intervém, ponderando que, antes de falar sobre o bem que o amor causa e seus frutos, deveriam tratar de definir o que é o amor. Diz que, na sua juventude, fora iniciado na filosofia do amor por Diotima de Mantineia, que era uma sacerdotisa. Diotima lhe ensinou a genealogia do amor.
O primeiro a discursar sobre o assunto é Fedro, seguido por Pausânias, que afirma que há mais de um Eros, dividido entre bem e mal, real e divino. Após, segue Eriximaco: segundo ele, o amor não exerce influência apenas nas almas, mas dá, ainda, harmonia ao corpo.
O próximo a discursar é Aristófanes, que começa seu discurso advertindo que sua forma de discursar será diferente. Faz de imediato uma denúncia da insensibilidade dos homens para com o poder miraculoso de Eros, e sua consequente impiedade para com um deus tão amigo. Para conhecer esse poder, ele diz que é preciso antes conhecer a história da natureza humana e, dito isto, passa a narrar o mito da nossa unidade primitiva e posterior mutilação. Segundo Aristófanes, havia inicialmente três gêneros de seres humanos, que eram duplos de si mesmos: havia o gênero masculino masculino, o feminino feminino e o masculino feminino, o qual era chamado de andrógino. Nas palavras do poeta:
É então de há tanto tempo que o amor de um pelo outro está implantado nos homens, restaurador da nossa antiga natureza, em sua tentativa de fazer um só de dois e de curar a natureza humana. Cada um de nós portanto uma téssera complementar de um homem, porque cortado com os linguados, de um só em dois; e procura cada um o seu próprio complemento.
Assim, aqueles que foram um corte do andrógino, sejam homens ou mulheres, procuram o seu contrário. Isto explica o amor heterossexual. E aquelas que foram o corte da mulher, o mesmo ocorrendo com aqueles que são o corte do masculino, procurarão se unir ao seu igual. Aqui Aristófanes apresenta uma explicação para o amor homossexual feminino e masculino. Quando estas metades se encontram, sentem as mais extraordinárias sensações, intimidade e amor, a ponto de não quererem mais se separar, e sentem-se a vontade de se "fundirem" novamente num só. Esse é o nosso desejo ao encontramos a nossa cara metade.
O amor para Aristófanes é, portanto, o desejo e a procura da metade perdida por causa da nossa injustiça contra os deuses. O último a elogiar o amor foi Agatão, o anfitrião do banquete. Ao contrário dos que o precederam, Agatão não se propõe enaltecer os benefícios que Eros faz ao homem, mas sim cantar o próprio deus e a sua essência, passando em seguida a descrever-lhe o dote. Após toda essa longa lista de virtudes atribuídas a Eros, nota-se o quanto o poeta se distancia de sua proposta inicial e de seu preceito metodológico.
Finalmente chega a hora de Sócrates discursar, e ele fala que, sendo o Amor, amor de algo, esse algo é por ele certamente desejado. Mas este objeto do amor só pode ser desejado quando lhe falta e não quando o possui, pois ninguém deseja aquilo de que não precisa mais.
O que deseja, deseja aquilo de que é carente, sem o que não deseja, se não for carente.
Aqui, na fala de Sócrates, Platão coloca seu apontamento crucial sobre o conceito de amor, onde, o que se ama é somente aquilo que não se tem. E se alguém ama a si mesmo, ama o que não é. O objeto do amor sempre está ausente, mas sempre é solicitado. A verdade é algo que está sempre mais além: sempre que pensamos tê-la atingido, ela se nos escapa entre os dedos. Essa inquietação na origem de uma procura, visando uma paixão ou um saber, faz do amor um filósofo. Sendo o Amor, amor daquilo que falta, forçosamente não é belo nem bom, visto que necessariamente o Amor é amor do belo e do bom. Não temos como desejar aquilo que temos. No mesmo diálogo, Platão ainda fala sobre a origem de Eros (através do mito narrado por Diotima de Mantineia a Sócrates). Eros teria a natureza da falta justamente por ser filho de Recurso e Pobreza.

O Eros

Platão deixa entrever em O Banquete, que Eros deve ser pensado em termos relacionais, não em termos absolutos. Não se deve compreender o amor como absoluto, mas como relativo, pois é amor de alguma coisa. O amor estabelece relação entre quem ama e aquele que é amado, assim como a opinião certa medeia a sabedoria e ignorância.
No texto, Platão retira de Eros (Amor) a condição de deus, e transforma-o em um selo, um intermediário entre os deuses e os mortais (o amor como ligação). Segundo relatos do texto de Platão e de alguns de seus companheiros, o amor é um dos maiores bens do homem (junto com o inteligência e a sabedoria); não é nem bom nem mal em si mesmo, como prática. No diálogo, existe também uma explicação e a naturalização do amor bissexual e do amor homossexual. Platão relaciona o amor com a verdade, pois quando se ama não é somente exercer o poder sobre alguém ou demonstrar força, mas trata-se de saber ser correspondido, ou seja, trata-se da verdade.
Para alguns intérpretes, o conceito de amor em Platão em O Banquete é irracional e explicado pela natureza.
  • ¤ Não é da autoria de Platão segundo a maioria dos estudiosos
  • † Não é geralmente aceito pelos estudiosos
  • ‡ Somente trechos têm a autoria comprovada
      • Referências:
      • https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Banquete

domingo, 5 de agosto de 2018

Namastê buscadores!
por NOVA ACRÓPOLE - Escola de Filosofia Internacional
SABEDORIA ROMANA - Os Estoicos e a arte de viver.
***
A Nova Acrópole é um organização sem fins lucrativos, temos como objetivo promover a filosofia, cultura e voluntariado. Todos os envolvidos, incluindo professores e editores são voluntários.


SOBRE O CURSO DE FILOSOFIA APLICADA:

A filosofia, quando abordada de forma prática, é formadora, nos ajuda a nos conhecer e nos aprimorar. Resgatamos essa forma clássica de aprendizado, natural a todas as pessoas, que sempre foi utilizada nas grandes civilizações: adquirir conhecimentos universais e exercitá-los ao mesmo tempo, compondo nossa vida. Ser filósofo é uma forma de vida comprometida com as melhores aspirações da Humanidade, gerando crescimento para si e para os demais.

Por isso oferecemos uma educação integral, humanista, que capacita o ser humano para dirigir sua própria vida e ajudar eficazmente àqueles que o rodeiam. A educação filosófica nos faz descobrir o sentido da vida e nos permite conhecer e aproveitar suas causas e objetivos. Apostamos no indivíduo: tal como sejam os indivíduos, serão as sociedades.

Conheça alguns temas abordados durante o curso:
Filosofia Natural. A arte de aprender a viver
O Ser Humano e o Cosmos. Os sete princípios da Natureza
A Sabedoria da Antiga Índia. Leis que regem a vida. Simbolismo do poema Bhagavad-Gita
Ensinamentos do Tibet. “La Voz do Silêncio”: um encontro com a Alma.
Ensinamentos do Buda. A superação da dor. O caminho do centro.
Sabedoria Chinesa. Confúcio. A conquista da harmonia
Egito. O sentido da vida. Máximas de Ptahotep e Ani.
Grécia, grandes filósofos. Platão: Justiça e Liberdade. O mito da caverna. Aristóteles: os valores éticos e a busca da felicidade.
Roma, filosofia estóica. Epíteto, Sêneca, Marco Aurélio.
A Escola Neoplatônica. Plotino e a busca da Unidade.e
Kant e a Fundamentação da Metafísica dos Costumes: Liberdade e Autonomia da Vontade
O Ser Humano e a Sociedade. Valores universais sobre a organização social, a educação e a convivência.
O Ser Humano e a História. A antiguidade da Humanidade. Importância da mitologia.

– Não são necessários conhecimentos prévios.
– Apostila inclusa 
– Biblioteca à disposição dos alunos, além de livraria, onde se pode adquirir livros relacionados.
PERIODICIDADE: De 3 a 5 meses.
Valor: Cada escola define o valor de acordo com a realidade local (cobramos uma contribuição para manter a estrutura da instituição uma vez que tudo é feito por voluntários)

Este é nosso programa de estudos voltado para adultos, e abarca os mais importantes sistemas de pensamento do Oriente e do Ocidente, com seus enfoques práticos, para que se aprenda a utilizar seu potencial de forma útil e eficaz. Busca aplicar os valores humanos essenciais e as qualidades atemporais que foram suporte de todas as civilizações, com seus filósofos e heróis.

O curso se desenvolve por meio de aulas expositivas e ao mesmo tempo práticas, com exercícios propostos para refletir e aplicar na vivência diária. Além disso, toda a estrutura de Nova Acrópole oferece oportunidades para se desenvolver, por meio de oficinas, trabalhos voluntários e cursos de aprofundamento.

CURSO DE FILOSOFIA PRA JOVENS DE 13 A 17 ANOS - PROGRAMA JANOS:
Algumas de nossas unidades também promove o curso de filosofia para jovens de 13 a 17 anos. O Programa compreende não apenas as aulas de filosofia, mas atividades que propiciam a vivência do que aprendem, desenvolvendo a inteligência e a imaginação, a identidade, a vocação e todas as suas potencialidades.

SOBRE A NOVA ACRÓPOLE EM OUTROS PAÍSES:
O mesmo programa de estudos é realizado em todas as sedes de Nova Acrópole, em mais de 60 países em todo o mundo.
Informações de outros países: www.acropolis.org